A crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) se intensificou após a área técnica da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) emitir um alerta sobre os riscos do plano de socorro proposto pelo governo de Ibaneis Rocha. Estimativas indicam que o rombo no BRB pode chegar a R$ 15 bilhões, resultado de problemas financeiros relacionados ao Banco Master.
Empréstimo e Garantias
Durante uma reunião fechada, a deputada Paula Belmonte (PSDB) apresentou suas preocupações ao presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O governo do DF solicitou autorização à CLDF para contratar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Como garantia, foram oferecidos nove imóveis públicos, que pertencem também à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e à Companhia Energética de Brasília (CEB).
Riscos e Consequências
A consultoria técnica da CLDF destacou que a inclusão de imóveis de diferentes estatais eleva o “risco de comprometimento patrimonial cruzado”, o que poderia afetar serviços essenciais, como saneamento e iluminação pública. Caso o BRB não apresente um plano de reequilíbrio até o dia 31 de março, poderá enfrentar restrições administrativas.
Medidas em Andamento
Além do empréstimo, o BRB solicitou um aporte de até R$ 8,86 bilhões para recompor seu capital. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, alertou que a instituição pode paralisar suas atividades se o projeto de lei que autoriza o uso dos imóveis como garantia não for aprovado. Ele enfatizou que isso impactaria diretamente o repasse de programas sociais e o financiamento do transporte público no Distrito Federal.
Opinião
A situação do BRB levanta questões críticas sobre a gestão das estatais e a saúde financeira do sistema bancário público, exigindo uma análise cuidadosa das propostas em discussão.






