O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um apelo por paz e responsabilidade no diálogo político, ao abrir o ano legislativo em sessão solene nesta segunda-feira, 2 de outubro. O ato marca a retomada dos trabalhos tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.
Última a autoridade a discursar entre as presentes, Alcolumbre fez um discurso de tom mais político do que programático, em que defendeu maturidade no convívio entre as diferenças. “Precisamos, mais do que nunca, de diálogo, de bom senso e de paz. Paz entre os grupos que defendem ideologias diferentes. Paz entre as instituições nacionais, paz entre os Poderes da República”, apontou.
No entanto, ele observou que defender a paz não significa abrir mão do Estado de Direito e das prerrogativas parlamentares. “Defender a paz nunca foi nem nunca será sinônimo de omissão. Nosso desejo de paz não significa que tenhamos medo de luta. Nossa luta é e sempre será em defesa de todos os brasileiros”, enfatizou.
Participação e Compromissos
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, contou com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta, do presidente do STF, Edson Fachin, e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante a sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Alcolumbre também argumentou que a força do Brasil está na diversidade, tanto de origens, de ideias, quanto de culturas e de visões de mundo.
Ele afirmou que “o dissenso faz parte da democracia, a discordância faz parte da política. O debate faz parte da vida pública, mas precisamos afirmar com responsabilidade: o dissenso não pode se transformar em ódio, a discordância não pode jamais se transformar em violência”.
Isenção do Imposto de Renda
Alcolumbre mencionou a isenção do imposto de renda (IR) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, que entrou em vigor este ano. Segundo ele, isso foi o enfrentamento de uma distorção histórica. “Estamos falando, efetivamente, de milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sentem todo dia o peso de cada conta, cada compra e cada prestação. Ao garantir essa isenção, o Congresso Nacional brasileiro fez uma escolha clara: proteger quem vive do salário e cobrar um pouco mais de quem naturalmente pode mais”.
Opinião
A abertura do ano legislativo traz à tona a necessidade de diálogo e respeito entre os Poderes, fundamentais para a estabilidade e a democracia no Brasil.
