A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a data definida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para a visita do conselheiro para relações com o Brasil nos Estados Unidos, Darren Beattie, ao ex-presidente é inviável. A visita foi agendada para o dia 18 de outubro, quando Bolsonaro estará preso na Papudinha, em Brasília.
Os advogados de Bolsonaro pediram que o magistrado reconsiderasse sua decisão e autorizasse o encontro na próxima segunda (16) ou terça (17). Na noite de terça (10), Moraes liberou a reunião, mas rejeitou a solicitação dos advogados para que o encontro ocorresse em dias excepcionais, devido ao curto período de Beattie na capital federal.
Pelas regras de visitação na Papudinha, Bolsonaro só pode receber visitas às quartas e sábados. Os advogados argumentaram que Beattie, conselheiro do governo de Donald Trump, não poderá permanecer em Brasília até a data escolhida por Moraes, o que inviabiliza a visita. “Trata-se de funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos, cujos compromissos internacionais são estruturados com antecedência e submetidos a rígida agenda diplomática”, afirmaram.
Darren Beattie é crítico do governo Lula e de Alexandre de Moraes, tendo chamado o ministro de “principal arquiteto do complexo de censura e perseguição” contra Bolsonaro. Ele é próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de quem recebeu agradecimentos após a imposição de sanções da Lei Magnitsky sobre Moraes.
Beattie estará em São Paulo e em Brasília para entender o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro e deve se encontrar com o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Além disso, ele vai tratar de decisões judiciais que determinaram o bloqueio de perfis em redes sociais no âmbito dos inquéritos sobre “fake news” e milícias digitais conduzidos pelo Supremo.
Opinião
A visita de Darren Beattie a Bolsonaro levanta questões sobre a relação entre os EUA e o Brasil, além de evidenciar a tensão política interna.






