O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, se destaca como o favorito para assumir o cargo de Fernando Haddad no comando da economia a partir de fevereiro de 2026. A escolha do governo visa garantir a continuidade da atual política fiscal, apostando em um perfil técnico para evitar crises em um ano eleitoral.
Durigan, advogado de 41 anos e servidor de carreira, é considerado um nome que “não cria crises”. Sua trajetória, próxima a governos do PT, inclui passagens pela Casa Civil no governo Dilma e pela prefeitura de São Paulo, onde trabalhou com Haddad. Além disso, sua experiência no setor privado como diretor no WhatsApp ampliou sua rede de contatos.
Desafios e Continuidade
A nomeação de Durigan é vista como uma estratégia para dar segurança ao mercado e ao Congresso, visto que ele possui bom trânsito em Brasília e é considerado um hábil negociador. Os analistas de mercado esperam que, com a troca, a política econômica não sofra mudanças significativas, focando na execução do que já foi planejado.
O principal desafio do novo ministro será enfrentar o crescimento contínuo do gasto público, em um cenário onde a dívida pública do Brasil já atinge quase 79% do PIB. A atual estratégia econômica do governo foca em aumentar a arrecadação de impostos, mas não em cortar despesas, o que pode gerar desconfiança sobre a eficácia das medidas adotadas.
O Papel do Novo Ministro
A escolha de um perfil técnico como Dario Durigan reforça a ideia de que as decisões finais sobre a economia continuarão centralizadas no presidente Lula. A continuidade da política fiscal atual é essencial para o governo, que busca evitar turbulências políticas e garantir a estabilidade econômica até a saída de Haddad.
Opinião
A escolha de Dario Durigan pode ser uma jogada inteligente do governo para manter a estabilidade em tempos de incerteza, mas será crucial observar como ele enfrentará os desafios fiscais que se avizinham.
