O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no Aeroporto de Guarulhos no dia 17 de novembro. Durante depoimento à Polícia Federal em dezembro, ele afirmou que nunca planejou fugir do Brasil e que nem nos seus “piores pesadelos” imaginou ser preso. Vorcaro declarou: “Encaro meus problemas de frente. Aliás, vou encarar esse negócio até o final”.
O banqueiro estava supostamente indo para Malta, mas sua defesa argumenta que o destino real era Dubai, onde ele pretendia fechar um novo acordo para vender o Banco Master para investidores dos Emirados Árabes Unidos, a Fictor Holding Financeira. Em sua defesa, Vorcaro disse que havia comunicado sua viagem ao Banco Central e à Polícia Federal.
Detenção e Contexto
Vorcaro, que usava tornozeleira eletrônica após a prisão, afirmou que a acusação de tentativa de fuga era “completamente fora de contexto”. Ele ressaltou que já havia viajado anteriormente para tratar com os mesmos investidores e que o negócio estava quase fechado, faltando apenas as assinaturas.
O ministro Dias Toffoli é o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) e, segundo Vorcaro, sua prisão interrompeu um “desfecho de final feliz para o sistema financeiro”. Ele também ironizou a ideia de que teria relações políticas influentes, afirmando que, se fosse verdade, não estaria usando tornozeleira eletrônica.
Reação da Defesa
A defesa de Daniel Vorcaro lamentou que partes do depoimento estivessem sendo divulgadas de forma “fragmentada” e “fora de contexto”, afirmando que ele continua colaborando com as autoridades e confia que uma análise completa dos fatos afastará interpretações equivocadas.
Opinião
A situação de Daniel Vorcaro levanta questões sobre a transparência no setor financeiro e a necessidade de um acompanhamento rigoroso das operações bancárias no Brasil.
