A Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina (Itália) chegou ao fim no último domingo, dia 15 de outubro, marcando uma participação histórica do Brasil. O país enviou a maior delegação de sua história para o evento, com oito atletas, e conquistou a primeira medalha na competição.
O destaque foi Cristian Ribera, que faturou a medalha de prata na prova de esqui cross-country na categoria para competidores sentados, no sprint de um quilômetro. Além disso, Cristian e a paranaense Aline Rocha terminaram em quinto lugar na prova de 20 quilômetros, com tempos de 53min40s8 e 1h01min30s2, respectivamente.
Destaques da Competição
Na disputa dos 20 quilômetros, Cristian comentou sobre a dificuldade da prova: “[A prova de 20 quilômetros] Não é minha especialidade. Eu esperava um bom resultado, mas sabia que seria uma luta”. O Brasil também teve o paulista Guilherme Rocha em 19º lugar e o paraibano Robelson Lula em 22º. Entre as mulheres, a paulista Elena Sena ficou em 14º lugar.
Outro momento histórico foi a participação da gaúcha Vitória Machado, a primeira mulher brasileira a competir no snowboard. Na cerimônia de encerramento, o paulista André Barbieri foi o porta-bandeira, após se recuperar de um acidente durante os treinos.
O Futuro das Paralimpíadas
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, José Antônio Freire, elogiou a participação brasileira, afirmando que “com resultados consistentes, presença em finais e um pódio histórico no cross-country, a participação brasileira em Milão-Cortina 2026 consolida um novo momento dos esportes de inverno paralímpicos do país”.
A próxima Paralimpíada de Inverno está marcada para março de 2030, nos Alpes Franceses.
Opinião
A participação do Brasil na Paralimpíada de Inverno de Milão-Cortina representa um avanço significativo e inspira novas gerações de atletas.






