O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), anunciou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comparecerá ao depoimento agendado para o dia 8 de novembro. A comissão ainda aguarda a confirmação do ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, que é dúvida para o encontro.
A CPI está focada no escândalo do Banco Master, e a expectativa é de que o depoimento de Galípolo aborde as fraudes e o papel dos órgãos de fiscalização do mercado financeiro. A oposição tem interesse especial na reunião que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teve no Palácio do Planalto, onde Galípolo teria participado, visando desgastar a imagem do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O relator Vieira destacou que o depoimento deve tratar das falhas evidentes na fiscalização e sugerir mudanças necessárias. O ex-presidente Campos Neto, convocado a comparecer, ainda não confirmou presença e já obteve decisões favoráveis do STF para não comparecer a depoimentos.
Além disso, Vieira se reunirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir um pedido de prorrogação da CPI protocolado em 6 de novembro. Caso não seja aceito, a comissão deve encerrar suas atividades em 14 de novembro. O relator, no entanto, descartou recorrer ao STF para estender o prazo, especialmente após a recente decisão da Corte que rejeitou a prorrogação de outra CPI por 8 a 2.
Opinião
A CPI do Crime Organizado tem se mostrado um espaço crucial para discutir a responsabilidade e as falhas na fiscalização do sistema financeiro brasileiro, especialmente em casos de fraudes como as do Banco Master.





