Política

CPI do Crime: João Carlos Mansur nega vínculos com PCC e se recusa a responder perguntas

CPI do Crime: João Carlos Mansur nega vínculos com PCC e se recusa a responder perguntas

O fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do Crime) do Senado no dia 11 de outubro de 2023, onde negou qualquer associação da sua gestora com a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Mansur afirmou que a Reag não possui vínculos com o crime organizado, argumentando que o relatório da operação Carbono Oculto da Polícia Federal não menciona tal associação.

Durante a sessão, o senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI, questionou Mansur sobre o motivo pelo qual a empresa foi alvo de investigações. O empresário optou por não comentar, afirmando que preferiria permanecer em silêncio. A Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central em janeiro de 2023, após ser acusada de fraudes ligadas ao Banco Master, que envolvem até R$ 50 bilhões.

Investigações e Requerimentos da CPI

A Reag administrava 700 fundos que totalizavam R$ 300 bilhões e é alvo de investigações na operação Compliance Zero e na operação Quasar, que apuram fraudes e lavagem de dinheiro para facções criminosas. A CPI aprovou mais de 20 requerimentos de quebra de sigilo em relação ao braço financeiro do PCC na Faria Lima.

Contarato destacou que os fundos da Reag teriam movimentado cerca de R$ 250 milhões do PCC e que a companhia teria ocultado beneficiários de R$ 11 bilhões desviados do mercado financeiro nacional. O depoimento de Mansur foi considerado essencial para entender os mecanismos de controle da gestora, que viu seus ativos crescerem de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões em cinco anos.

Opinião

A recusa de Mansur em responder perguntas levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade das instituições financeiras no combate ao crime organizado.