A cúpula dos Correios avalia positivamente os primeiros resultados do plano de reestruturação da empresa, que inclui a renegociação de 98,2% das dívidas com fornecedores, resultando em uma economia de R$ 321 milhões. No entanto, a estatal ainda enfrenta um cenário desafiador, com um prejuízo de R$ 6,057 bilhões registrado de janeiro a setembro do ano passado.
Desafios financeiros e demissões em massa
O governo estima que, em 2026, os Correios terão um déficit primário de R$ 9,101 bilhões. Para melhorar a liquidez, a empresa planeja vender imóveis avaliados em R$ 600 milhões ainda este mês, além de já ter fechado 127 pontos físicos e ter implementado um plano de demissão voluntária visando desligar até 10 mil funcionários, dos quais 500 já foram dispensados.
Medidas de reestruturação
Uma das ações que contribuiu para a economia foi a revisão do plano de saúde, que gerou uma economia de R$ 70 milhões em janeiro. A expectativa é que a economia total em 2026 fique entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.
Além disso, os Correios conseguiram parcelar R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e impostos, o que, embora não represente uma economia imediata, alivia o caixa da companhia.
Expectativas para o futuro
O plano de reestruturação visa não apenas a recuperação financeira, mas também a melhoria dos serviços, com um aumento nas entregas realizadas no prazo, que saltou de 65% para 91% em 2026. O ideal seria alcançar 97%.
Opinião
As medidas de reestruturação dos Correios são necessárias, mas a implementação de demissões e o fechamento de pontos físicos podem afetar a qualidade do serviço e a moral dos funcionários.






