A Comissão de Justiça do Corinthians concluiu a apuração sobre o uso indevido de cartão corporativo pelo ex-presidente Andrés Sanchez, classificando sua conduta como gestão temerária. A investigação revelou que Sanchez utilizou recursos do clube em benefício próprio, prejudicando a imagem da instituição.
No parecer da Comissão, foi recomendada a devolução dos valores aos cofres do clube e a implementação de medidas de controle para evitar novas irregularidades. Apesar de Andrés admitir o uso pessoal do cartão, sua defesa argumenta que o caso está sendo “espetacularizado” e que ocorreu por engano.
Debate sobre punições
Agora, o ex-presidente está sujeito a punições que serão discutidas pelo Conselho Deliberativo do Corinthians, presidido por Romeu Tuma Júnior, que enfrenta pressão de torcidas organizadas, especialmente dos Gaviões da Fiel. O grupo publicou uma nota oficial exigindo a expulsão de Andrés, do atual presidente Duílio Monteiro Alves e de Augusto Melo, que foi destituído devido a irregularidades em contrato com a antiga patrocinadora do clube.
A eventual expulsão de Andrés, que é conselheiro vitalício, será debatida à luz da gestão temerária, prevista no estatuto do clube como motivo para destituição de presidentes e vices. No entanto, não há clareza sobre como proceder em casos de irregularidades após o término do mandato.
Investigação do Ministério Público
Além da apuração interna, Andrés Sanchez é alvo de investigação do Ministério Público, que se iniciou após o vazamento de documentos mostrando seus gastos pessoais com o cartão corporativo. Em dezembro, ele e o ex-diretor financeiro do clube, Roberto Gavioli, foram denunciados por lavagem de dinheiro e crimes tributários, um escândalo que remete à renúncia do ex-presidente Alberto Dualib em 2007, também envolvido em acusações semelhantes.
Opinião
A situação de Andrés Sanchez levanta questões sobre a transparência e a ética na gestão de recursos do Corinthians, refletindo a necessidade de uma governança mais rigorosa no clube.
