O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, em decisão unânime no dia 18 de março de 2026, a redução da taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,75%, um corte de 0,25 ponto percentual. Essa decisão ocorre em um cenário de incertezas provocadas pela guerra no Irã, que tem pressionado os preços do petróleo e, consequentemente, a inflação.
Impactos da guerra no Irã
O Copom destacou que a situação atual exige cautela, especialmente para países emergentes, em um ambiente marcado por alta volatilidade nos preços de ativos e commodities. A nota do Banco Central enfatiza que o comitê considera de forma prospectiva os impactos dos conflitos no Oriente Médio, especialmente em relação à cadeia de suprimentos global e aos preços de commodities que afetam a inflação no Brasil.
Condições internas e cautela monetária
No contexto interno, o Copom observou que o prolongado período de manutenção da taxa básica de juros em um patamar contracionista permitiu ajustes no ritmo de calibração da política monetária. No entanto, o comitê defende a necessidade de serenidade e cautela na condução dessa política, devido à falta de clareza sobre a profundidade e extensão dos conflitos no Oriente Médio.
Taxas nos Estados Unidos
Em relação ao cenário internacional, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros nos Estados Unidos entre 3,50% e 3,75%, sinalizando que as repercussões da guerra no Irã são incertas. Apesar das pressões do presidente dos EUA, Donald Trump, para uma redução, o Fed optou por manter o nível dos juros, alinhando-se às expectativas do mercado.
Opinião
A decisão do Copom reflete a complexidade do cenário econômico atual e a necessidade de um equilíbrio entre estímulos e cautela em tempos de incerteza global.





