O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em sua primeira reunião de 2026, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Essa é a quinta reunião consecutiva em que os juros permanecem nesse nível, o maior desde julho de 2006, quando a taxa alcançou 15,25% ao ano.
A decisão foi unânime e reflete um cenário marcado por elevada incerteza econômica. Em comunicado, o comitê indicou que, caso o cenário se confirme, poderá iniciar a flexibilização da política monetária na próxima reunião, prevista para março. O Copom já havia sinalizado em dezembro a intenção de manter a Selic em 15% ao ano para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.
O Banco Central enfatizou que a estratégia atual tem se mostrado adequada para assegurar essa convergência, mas ressaltou a necessidade de cautela na condução da política monetária, dada a instabilidade do ambiente econômico global.
Além disso, o comitê está desfalcado, pois os mandatos dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, terminaram no final de 2025. A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncie novas indicações para esses cargos em breve, com o fim do recesso no Congresso.
Opinião
A manutenção da taxa de juros em 15% ao ano reflete os desafios enfrentados pela economia brasileira e a necessidade de uma gestão cautelosa em tempos de incerteza.
