A COP15, a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, ocorreu em Campo Grande (MS) e finalizou no dia 29 com resultados significativos. A conferência incluiu a proteção de 40 novas espécies, além de aprovar 39 resoluções que deverão ser seguidas pelos 132 países participantes, mais a União Europeia.
Propostas brasileiras e espécies protegidas
O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, destacou que foram aprovadas 6 das 7 propostas brasileiras para inclusão de espécies nos Anexos I e II da Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres. Entre as espécies listadas no Anexo I, estão as aves maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado. No Anexo II, foram incluídos o peixe pintado e o tubarão cação-cola-fina.
Resultados e impactos da conferência
Além das novas inclusões, a conferência resultou em 16 novas ações de cooperação internacional e a aprovação de propostas como o Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos. Capobianco ressaltou que a COP15 é legalmente vinculante, o que significa que as decisões tomadas devem ser seguidas pelos países signatários.
Multilateralismo e a escolha de Campo Grande
A escolha de Campo Grande como sede foi estratégica, segundo Patrick Luna, chefe da Divisão de Biodiversidade do Ministério das Relações Exteriores. Ele enfatizou a importância da cooperação entre países para a proteção das espécies migratórias, que muitas vezes dependem de múltiplos países ao longo de seu ciclo de vida.
Opinião
A COP15 demonstrou a importância da colaboração internacional na proteção da biodiversidade, destacando que ações conjuntas são essenciais para enfrentar desafios globais.





