A FIFA aumentou o preço do ingresso mais caro para a final da Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho, para US$ 10.990 (R$ 56.636 na cotação atual). Este aumento foi anunciado durante a reabertura de vendas, que enfrentou falhas técnicas, após a definição dos 48 times participantes.
O preço anterior do ingresso era de US$ 8.680 (R$ 44.736), quando os ingressos foram vendidos após o sorteio em dezembro de 2022. Além disso, os ingressos da categoria 2 para o jogo de 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, custavam US$ 7.380 (R$ 38 mil), um aumento em relação aos US$ 5.575 anteriores (R$ 28.746).
Os preços dinâmicos, utilizados pela FIFA, têm gerado descontentamento. Em uma carta datada de 10 de março, 69 membros do Congresso dos EUA criticaram essa prática, afirmando que ela tornará a Copa do Mundo de 2026 a mais financeiramente exclusiva e inacessível da história. Os congressistas destacaram que, apesar da colaboração das cidades-sede, os preços dinâmicos contradizem a missão da FIFA de promover o futebol de forma acessível.
Atualmente, ingressos estão disponíveis para 17 das 72 partidas da fase de grupos, mas nenhum ingresso foi listado para os jogos da fase eliminatória. A FIFA também cobra uma taxa de 15% em seu mercado de revenda, o que eleva ainda mais o custo para os torcedores. A entidade não anunciou quais jogos e categorias de preços estavam disponíveis, deixando os potenciais compradores a pesquisar por conta própria em um site que frequentemente apresenta dificuldades de acesso.
Opinião
A cobrança de preços dinâmicos pela FIFA levanta questões sobre a acessibilidade do evento, que deveria ser uma celebração inclusiva do futebol mundial.





