Economia

Conab revela queda de preços de frutas: banana despenca 11,16% em fevereiro

Conab revela queda de preços de frutas: banana despenca 11,16% em fevereiro

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, no último boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), que os preços das frutas mais vendidas apresentaram queda nos mercados atacadistas em fevereiro de 2026. O levantamento, datado de 26 de março de 2026, mostrou que a banana, a laranja, a maçã, a melancia e o mamão tiveram suas cotações reduzidas em comparação a janeiro deste ano.

Queda acentuada nos preços

A maior redução foi observada na banana, que teve uma queda de 11,16% nos preços na média ponderada. Essa diminuição ocorreu mesmo com o aumento da demanda devido ao retorno das aulas, que normalmente impulsiona a venda da fruta. A Conab atribui essa queda ao volume de banana adquirido no final do mês, especialmente das variedades nanica e prata, provenientes de regiões como Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Ceará.

Outro destaque foi a maçã, que apresentou uma redução de 10,32% nos preços, reflexo do início da colheita da maçã gala e da oferta da safra da maçã eva. O mamão também viu seus preços caírem, com uma redução de 7,52%, resultado da menor oferta da variedade papaya devido a chuvas excessivas no último trimestre de 2025.

Outras hortaliças e frutas

Além das frutas, a Conab também registrou quedas nos preços da cebola e da cenoura. A cebola teve uma redução de 5,52% e a cenoura de 1,23% na média ponderada. O relatório indicou que a oferta de cebola de Santa Catarina aumentou, embora o volume comercializado tenha caído 10%.

Em fevereiro, o volume total exportado de frutas foi de 218 mil toneladas, representando uma alta de 1% em relação ao primeiro bimestre de 2025. O faturamento totalizou U$S 237,7 milhões, com destaque para as vendas de abacates, bananas e laranjas, principalmente para a Europa e Ásia.

Opinião

A queda nos preços das frutas é um alívio para os consumidores, mas traz desafios para os produtores, que devem se adaptar a essas flutuações de mercado.