O superaquecimento de componentes nos painéis de controle do reator de pesquisa IEA-R1, localizado na Universidade de São Paulo (USP), levou à evacuação do prédio onde se encontra o reator na tarde de segunda-feira, 23 de outubro. O incidente, que foi informado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), deve causar atrasos significativos na produção de radioisótopos médicos.
Apesar da fumaça e danos aos painéis, não houve risco de radiação. O reator IEA-R1, que possui 68 anos e opera com uma potência de 5 MW, estava desligado no momento do incidente. A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e outras entidades, como o Corpo de Bombeiros e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), realizaram vistorias no local e confirmaram a ausência de risco radiológico.
O superaquecimento afetou dois painéis de controle, e a Cnen informou que já foram tomadas medidas para diagnosticar as causas do problema. A CETESB foi acionada para medir a qualidade do ar e uma empresa foi contratada para elaborar um laudo técnico e orçamento para a instalação de novos painéis.
A ANSN também realizou inspeções nos dias 24 e 25 de outubro e confirmou que o incêndio foi localizado, atingindo um conjunto de racks e causando danos ao cabeamento e parte do teto. A equipe de operação do reator decidiu suspender as atividades como medida de precaução para evitar danos maiores.
O IEA-R1 é um dos quatro reatores nucleares de pesquisa no Brasil, todos vinculados à Cnen. O país também está construindo um novo reator na cidade de Iperó, que deve ser entregue até 2029 e terá uma capacidade de 30 MW, garantindo a autossuficiência na produção de radioisótopos essenciais para diagnósticos médicos.
Opinião
O incidente no reator IEA-R1 destaca a importância de manter a segurança em instalações nucleares, especialmente em um contexto onde a produção de radioisótopos é crucial para a saúde pública.





