Internacional

Colômbia barra Iván Cepeda de primária e gera tensão na esquerda antes da eleição

Colômbia barra Iván Cepeda de primária e gera tensão na esquerda antes da eleição

A autoridade eleitoral da Colômbia decidiu barrar o favorito à presidência, Iván Cepeda, de participar de uma primária crucial. Essa decisão representa um revés significativo para sua coligação de esquerda, que contava com seu apoio.

O Conselho Nacional Eleitoral anunciou, em audiência pública, que Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, não poderá participar da consulta sob a alegação de que ele já havia participado de uma votação interna do partido em outubro.

Impacto nas eleições

Apesar de barrado da primária, Cepeda ainda pode se candidatar à presidência, mas não como representante da ampla coalizão de facções de esquerda que está realizando a primária. As pesquisas indicam que ele teria vencido com folga, sugerindo que a decisão pode dividir seus votos ao forçá-lo a enfrentar outro candidato de esquerda.

A principal coligação de esquerda agora deve selecionar seu candidato a partir de uma lista reduzida que inclui o ex-senador Roy Barreras e o ex-ministro do Interior Juan Fernando Cristo, que, segundo as pesquisas, são bem menos populares que Cepeda. A primária está marcada para 8 de março, quando os colombianos também votarão para o Congresso.

Divisão da esquerda

Com a impossibilidade de Gustavo Petro concorrer, a maioria dos partidos que o apoiavam havia manifestado seu apoio a Cepeda. A decisão de barrá-lo pode resultar em uma divisão significativa dos votos da esquerda. “A consolidação que poderia ter ocorrido em torno de Cepeda não acontecerá em março, mas ele ainda provavelmente estará na cédula em maio”, afirmou Armando Armenta, economista sênior da AllianceBernstein, em Nova York.

Pesquisas recentes mostram Cepeda à frente na corrida, com o advogado conservador Abelardo de la Espriella em segundo lugar. Após a notícia, os títulos de dívida colombianos em dólares ampliaram os ganhos, figurando entre os de melhor desempenho nos mercados emergentes.

Opinião

A decisão de barrar Iván Cepeda pode ser um divisor de águas para a esquerda colombiana, que enfrenta um cenário incerto nas próximas eleições.