Política

CNJ arquiva investigação sobre Dias Toffoli por suposto vínculo com resort polêmico

CNJ arquiva investigação sobre Dias Toffoli por suposto vínculo com resort polêmico

A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) decidiu arquivar o pedido de investigação de infração disciplinar contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A denúncia, apresentada pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), questionava uma suposta relação do ministro com o resort Tayayá, localizado no Paraná.

O corregedor Mauro Campbell justificou a decisão ao afirmar que não possui atribuição constitucional para investigar um integrante do STF. A informação sobre o arquivamento foi confirmada por veículos de comunicação como CNN Brasil, Metrópoles e Poder360.

Além do CNJ, um pedido semelhante foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, mas também foi arquivado por Paulo Gonet. A investigação em questão surge em meio a um contexto mais amplo envolvendo o Banco Master, que está sob investigação da Polícia Federal por suspeitas de venda de carteiras de crédito fraudulentas, totalizando cerca de R$ 12 bilhões, o que levou à liquidação decretada pelo Banco Central.

A liquidação do Banco Master, que ocorreu no final de 2025, gerou repercussões significativas, incluindo a descoberta de um contrato envolvendo a esposa do ministro Moraes, que previa pagamentos de R$ 129 milhões ao longo de três anos. Essa informação foi obtida através de provas apreendidas durante a operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal.

Opinião

O arquivamento do pedido de investigação sobre Toffoli levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade de figuras públicas em meio a denúncias graves.