Economia

CNDL revela aumento de 10% em endividados e alerta sobre juros altos em 2025

CNDL revela aumento de 10% em endividados e alerta sobre juros altos em 2025

O endividamento das famílias brasileiras continua a crescer, especialmente em anos eleitorais, quando políticas de estímulo ao consumo são intensificadas. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de pessoas com ‘nome sujo’ aumentou mais de 10% em 2025, totalizando 73,5 milhões de endividados, o que representa 44% da população adulta.

Esse cenário é agravado pela taxa média anual de crédito, que chegou a 59,4% para pessoas físicas em novembro de 2025, e pelos juros altos, que devem permanecer acima de 12,5% até o final do ano. Especialistas alertam que esse aumento na inadimplência pode pressionar ainda mais o orçamento das famílias, que já enfrentam um crescimento econômico projetado de apenas 1% para 2025.

Medidas para reorganizar as finanças

Para lidar com essa situação, planejadores financeiros recomendam que os consumidores registrem suas despesas em uma folha de papel, permitindo uma visualização clara do custo de vida. Mariana Garcia, da Alocc, sugere que as famílias identifiquem suas despesas fixas e variáveis, como aluguel, escola e lazer, e façam ajustes onde for possível.

Além de cortar gastos, como academias não utilizadas ou serviços de streaming, os especialistas também recomendam buscar aumentar a renda, seja por meio de trabalhos extras ou monetizando hobbies. Jeff Patzlaff, planejador financeiro, destaca a importância de diversificar as fontes de renda para evitar a dependência de um único salário.

Desafios em 2026: feriados e Copa do Mundo

O ano de 2026 promete ser desafiador, com 9 dos 10 feriados nacionais caindo durante a semana, o que pode incentivar gastos extras com viagens. Josias Bento, especialista em investimentos, aconselha que os brasileiros adotem um posicionamento conservador em relação ao orçamento, considerando o aumento nos gastos que a Copa do Mundo pode trazer.

Reserva de emergência e controle de gastos

Outro ponto crucial é a criação de uma reserva de emergência. Mariana recomenda um valor equivalente a três anos de renda, embora reconheça que isso possa ser elevado para muitas famílias. A ideia é garantir um colchão financeiro para enfrentar imprevistos, como perda de emprego ou problemas de saúde.

Além disso, é fundamental manter um controle rigoroso sobre os gastos e evitar compras por impulso, que podem ser ainda mais tentadoras em tempos de promoções. Otávio Araújo, consultor sênior, alerta para a facilidade de acesso ao crédito, que pode comprometer ainda mais a renda das famílias.

Opinião

O aumento do endividamento das famílias é um sinal de alerta que requer atenção e planejamento financeiro. Em tempos de incerteza econômica, é essencial que os consumidores adotem medidas proativas para garantir a saúde de suas finanças.