Política

Cláudio Castro exonera Deivis Antunes após operação da PF sobre R$ 970 milhões

Cláudio Castro exonera Deivis Antunes após operação da PF sobre R$ 970 milhões

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tomou a decisão de exonerar Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). A exoneração foi publicada no Diário Oficial em 23 de outubro, um dia após Antunes renunciar ao cargo.

A exoneração de Antunes ocorreu em meio a uma operação da Polícia Federal, também realizada no dia 23 de outubro, que visava apurar operações financeiras irregulares envolvendo o Rioprevidência. A operação, denominada Barco de Papel e autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal, teve como objetivo investigar suspeitas de que as operações financeiras expuseram o patrimônio da autarquia a riscos elevados, incompatíveis com sua finalidade.

Apreensões e Investigações

Durante a operação, a Polícia Federal realizou buscas na residência de Antunes, onde foram apreendidos R$ 7 mil em espécie, um veículo de luxo blindado, um pen drive, além de documentos que passarão por perícia. A investigação da PF, que se estende desde novembro de 2022, também envolve outros ex-diretores do Rioprevidência, incluindo Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal, cujas residências também foram alvo de buscas.

Os investigadores estão analisando a aplicação de R$ 970 milhões pela Rioprevidência em títulos do Banco Master, que ocorreram em nove aportes entre novembro de 2023 e julho de 2024. A Polícia Federal indicou que os dirigentes do Rioprevidência e do Banco Master podem ter cometido crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta e desvio de recursos.

Reação da Rioprevidência

Antes da exoneração de Deivis Marcon Antunes, a Rioprevidência havia negado qualquer irregularidade, afirmando que os pagamentos de aposentados e pensionistas ocorrem normalmente, apesar das investigações em andamento.

Opinião

A exoneração de Deivis Antunes destaca a gravidade das acusações e a necessidade de transparência na gestão dos recursos públicos, especialmente em instituições responsáveis pela previdência dos servidores.