O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi tornado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um julgamento que começou em 5 de novembro de 2025. Castro foi condenado por abuso de poder político, o que pode custar ao PL duas vagas no Senado nas eleições deste ano.
Com a inelegibilidade de Castro, o PL perde um voto crucial a favor do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Candidatos como Marcelo Crivella (Republicanos) e Felipe Curi, que têm evitado se comprometer com ações contra o STF, agora têm mais chances de ocupar as vagas em disputa.
Impacto nas Eleições
A presença de Cláudio Castro na corrida eleitoral era considerada uma forte estratégia para o PL, que busca uma maioria no Senado para contrabalançar o poder do STF. No entanto, a situação atual leva a uma incerteza sobre o futuro do partido no estado. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido não arriscará a candidatura de Castro sem a reversão da decisão do TSE.
Na pesquisa realizada pelo Instituto Real Time Big Data, Márcio Canella aparece com entre 5% e 9% das intenções de voto, enquanto Marcelo Crivella registra 15%. Castro, que havia alcançado entre 11% e 36% na pesquisa, agora não poderá concorrer.
Julgamento Tenso
O julgamento de Castro foi marcado por tensões, com cinco votos pela sua condenação e apenas dois a favor de sua absolvição. O TSE, composto por sete ministros, incluindo três do STF, teve um processo que se arrastou por meses e foi interrompido por pedidos de vista.
As consequências da inelegibilidade de Cláudio Castro podem ser significativas para o PL e para a política do Rio de Janeiro, com a possibilidade de que as vagas do Senado sejam ocupadas por candidatos que não têm um compromisso claro com a oposição ao STF.
Opinião
A inelegibilidade de Cláudio Castro representa um ponto de virada para o PL e pode alterar o cenário político no estado do Rio de Janeiro, além de refletir as tensões atuais entre os poderes.





