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Circo Zanchettini conquista reconhecimento do Iphan como Patrimônio Cultural

Circo Zanchettini conquista reconhecimento do Iphan como Patrimônio Cultural

O Circo de Tradição Familiar Zanchettini foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em uma reunião realizada no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O registro, que vai constar no Livro de Registro das Formas de Expressão, é resultado de uma luta que começou com Wanda Cabral Zanchettin e Primo Júlio Zanchettin, fundadores do circo em 1991 no Paraná.

História e Luta pela Valorização

O pedido de registro foi protocolado por Wanda em 2005, e o reconhecimento ocorreu apenas após sua morte em 2017. A luta pela valorização do circo é liderada pela família Zanchettin, que continua a manter a tradição com seus dez filhos e filhas. Edlamar Maria Cabral Zanchettin, uma das herdeiras, destaca a importância do reconhecimento: “É como um Oscar para o circo brasileiro, porque é para todos”.

Aspectos Culturais e Financeiros

O circo é descrito como itinerante e organizado em núcleos familiares, promovendo práticas lúdicas e a memória social. A decisão do Iphan é vista como um passo significativo para melhorar a situação financeira do circo, que enfrenta desafios como a concorrência com apresentações de celebridades e altos custos impostos pelo poder público.

Expectativas Futuras

Com o reconhecimento, a expectativa é que a família Zanchettin consiga melhores condições financeiras e uma maior valorização de sua arte. Edlamar acredita que isso facilitará as negociações com autoridades locais e poderá resultar em benefícios como terrenos gratuitos para apresentações.

Opinião

A conquista do reconhecimento como Patrimônio Cultural é um marco importante para o Circo Zanchettini e evidencia a necessidade de valorização das tradições culturais brasileiras.