A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou a detecção de um foco de Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, em uma propriedade rural no município de Campo Erê, no Oeste catarinense. Essa planta é considerada uma das daninhas mais agressivas da agricultura e apresenta um alto risco para as lavouras.
Medidas de Contenção e Controle
Imediatamente após a confirmação, a Cidasc iniciou medidas de contenção e controle do foco. O gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal (Dedev) da Cidasc, Alexandre Mees, enfatizou a necessidade de uma resposta rápida, dado o potencial de dispersão e a capacidade reprodutiva da praga. Cada planta de caruru-gigante pode produzir entre 200 mil a 1 milhão de sementes, que permanecem viáveis no solo por anos, dificultando o controle.
A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, ressaltou a importância da atuação preventiva, afirmando que o estado possui um sistema de defesa agropecuária estruturado e ágil. As ações incluem a interdição da propriedade afetada, erradicação das plantas identificadas e levantamento de delimitação em propriedades vizinhas.
Histórico e Características da Praga
A identificação inicial do caruru-gigante no Brasil ocorreu em 2015, no estado do Mato Grosso. Desde então, a praga se espalhou para outros estados, incluindo Mato Grosso do Sul e São Paulo. O caruru-gigante é classificado como uma praga quarentenária presente, apresentando resistência a herbicidas comuns, como glifosato e inibidores de Acetolactato Sintase (ALS).
A planta pode crescer até três centímetros por dia e compete fortemente por água, luz e nutrientes, o que pode resultar em prejuízos econômicos significativos para os agricultores.
Prevenção e Comunicação de Suspeitas
A principal forma de entrada da praga em novas áreas é através do trânsito de máquinas agrícolas contaminadas. A Cidasc orienta os produtores a realizarem limpeza rigorosa de máquinas e implementos, utilizarem sementes certificadas e evitarem insumos sem procedência.
Em caso de suspeitas, é essencial que produtores e técnicos comuniquem imediatamente à Cidasc, seja pelo e-mail didev@cidasc.sc.gov.br ou procurando o escritório local da companhia. A detecção precoce é fundamental para conter o avanço da praga no estado.
Opinião
A rápida identificação e as medidas adotadas pela Cidasc demonstram a importância da vigilância constante na agricultura, essencial para proteger os cultivos e a economia local.





