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Cidacs/Fiocruz Bahia revela que crianças indígenas e nordestinas estão abaixo da OMS

Cidacs/Fiocruz Bahia revela que crianças indígenas e nordestinas estão abaixo da OMS

A vulnerabilidade social impacta diretamente o crescimento de crianças indígenas e de algumas regiões do Nordeste, resultando em uma média de altura inferior à recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa é uma das conclusões de uma pesquisa realizada pelo Cidacs/Fiocruz Bahia, que analisou dados de 6 milhões de crianças brasileiras.

Dados Preocupantes

O estudo revelou que cerca de 30% das crianças brasileiras apresentam sobrepeso ou estão próximas disso. O peso médio para meninos de 9 anos varia entre 23,2kg e 33,8kg, enquanto para meninas, o peso médio fica entre 23kg e 33kg. No Nordeste, a prevalência de sobrepeso é de 24%, com uma taxa de obesidade de 10,3%.

Crescimento e Nutrição

Os pesquisadores do Cidacs analisaram dados obtidos através do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan). O estudo indicou que, embora o crescimento linear das crianças brasileiras esteja em conformidade com as referências da OMS, o aumento de peso é alarmante em algumas regiões.

Estudo Publicado

O estudo foi publicado na revista JAMA Network no dia 22 de janeiro de 2026, e recebeu comentários de pesquisadores internacionais que destacaram a importância de aprender com a situação brasileira. Embora o Brasil apresente uma situação intermediária em comparação com outros países da América Latina, a obesidade infantil é uma questão que demanda atenção.

Opinião

A situação das crianças brasileiras, especialmente as indígenas e nordestinas, exige uma resposta urgente e coordenada das autoridades para garantir um futuro mais saudável e igualitário.