Os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã são considerados inaceitáveis pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Em uma conversa com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, Wang defendeu um cessar-fogo imediato e a necessidade de retomar as negociações para evitar um conflito regional mais amplo.
No último sábado, os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. O presidente dos EUA, Donald Trump, instou os iranianos a aproveitarem a situação para “assumirem” o governo. Wang Yi expressou a intenção da China de ver a cessação das ações militares e o retorno ao diálogo o mais rápido possível.
A embaixada da China em Israel aconselhou seus cidadãos a se deslocarem para áreas mais seguras ou a deixarem o país em direção ao Egito pela passagem de fronteira de Taba. Além disso, o Ministério das Relações Exteriores da China recomendou que cidadãos chineses no Irã deixassem o país “o mais rápido possível”, sugerindo quatro rotas terrestres para Azerbaijão, Armênia, Turquia e Iraque.
O Irã respondeu aos ataques com retaliações, atingindo bases dos EUA na região e outras localidades em cidades do Golfo. Durante esses ataques, cidadãos chineses ficaram feridos e alguns foram retidos. O Ministério das Relações Exteriores da China alertou seus nacionais a evitarem viagens à região.
A agência estatal chinesa, Xinhua, criticou os ataques, chamando-os de “agressão descarada contra uma nação soberana” e um exemplo da “política de poder e hegemonia”. A Xinhua também afirmou que o uso de coerção militar por Washington representa uma “violação flagrante” da Carta das Nações Unidas e um afastamento das normas fundamentais das relações internacionais.
Os conflitos provocaram interrupções e cancelamentos generalizados de voos. A operadora aérea Cathay Group, com sede em Hong Kong, suspendeu suas operações no Oriente Médio, afetando voos de passageiros e serviços de carga que passam pelo Aeroporto Internacional Al Maktoum, em Dubai.
Opinião
A situação no Oriente Médio continua a se deteriorar, exigindo uma resposta internacional coordenada para evitar uma escalada ainda maior do conflito.






