O Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) em Santa Catarina ganhou destaque internacional com seus avanços em pesquisa clínica, encerrando 2025 com 48 estudos clínicos ativos. A unidade, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem se comprometido em ampliar a sobrevida e a qualidade de vida de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Destaque mundial em câncer de pulmão
Um dos estudos mais significativos é o FLAURA 2, focado no tratamento de câncer de pulmão com mutação EGFR. O CEPON foi o centro brasileiro que mais incluiu pacientes nesse estudo, que contou com a participação de cerca de oito serviços no país. Os resultados foram publicados no respeitado New England Journal of Medicine, após serem apresentados no Congresso Europeu de Oncologia (ESMO).
A pesquisa demonstrou que a combinação do medicamento osimertinibe com quimioterapia proporciona um controle superior da doença e benefícios importantes, inclusive para pacientes com metástases cerebrais.
Avanços no tratamento do câncer de bexiga
O CEPON também se destacou no estudo internacional IMvigor011, que investiga o câncer de bexiga invasivo muscular. A instituição novamente foi o centro brasileiro com maior número de pacientes incluídos, e os resultados mostraram que o uso do imunoterápico atezolizumabe após cirurgia reduz o risco de recorrência da doença, aumentando a sobrevida em pacientes com sinais residuais de câncer.
Esses resultados também foram publicados no New England Journal of Medicine, reforçando a relevância das pesquisas do CEPON.
Depoimento de pacientes
A paciente Andreia Moreira, de 45 anos, que participa do estudo AVANZAR voltado ao câncer de pulmão, destaca a importância da pesquisa clínica em sua vida. Diagnostica com metástase, ela encontrou no CEPON a esperança de um futuro melhor. “Hoje, a pesquisa é a minha esperança de vida”, afirma Andreia, ressaltando o acolhimento e a segurança que sentiu ao ser atendida pela equipe do CEPON.
Opinião
O trabalho do CEPON é um exemplo de como a pesquisa clínica pode transformar vidas e garantir acesso a tratamentos inovadores, reafirmando a importância da ciência na saúde pública.
