Uma expressão antiga e frequentemente criticada no mercado automotivo brasileiro, o termo “pé de boi” se refere a carros com acabamento simples e poucos acessórios. Ao contrário do que muitos acreditam, essa denominação não tem intenção ofensiva, mas sim um significado de robustez e funcionalidade.
O conceito de carro “pé de boi” surgiu nas décadas de 1960 e 1970, mas ganhou força nas décadas de 1990 e 2000, quando os chamados carros populares se tornaram comuns no Brasil. O objetivo principal desses veículos era oferecer mobilidade acessível em um cenário de crédito restrito e renda média baixa.
O que caracteriza um carro ‘pé de boi’?
Historicamente, os carros “pé de boi” eram versões de entrada, com itens considerados supérfluos, como rádio e ar-condicionado, sendo eliminados para manter o preço baixo. Modelos 1.0 básicos dominavam as ruas, focando em economia de combustível e manutenção barata.
Hoje, a legislação exige que os carros tenham itens de segurança como airbags e freios ABS, o que torna os modelos modernos um pouco mais equipados. No entanto, o espírito do “pé de boi” permanece: um veículo que cumpre sua função de transporte de maneira econômica e eficiente.
Modelos atuais considerados ‘pé de boi’
Atualmente, alguns carros que podem ser classificados como “pé de boi” incluem o Renault Kwid, Volkswagen Polo Track, Fiat Mobi e Citroën C3. Esses modelos oferecem uma combinação de preço competitivo, mecânica confiável e manutenção acessível, características que continuam atraindo consumidores em um mercado cada vez mais diversificado.
Opinião
O conceito de “pé de boi” é uma resposta às necessidades de muitos motoristas que buscam um veículo prático e econômico, refletindo a realidade de um Brasil que ainda valoriza a simplicidade e a funcionalidade.
