A deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) anunciou sua saída do Partido Liberal (PL) em 04 de fevereiro de 2026, movimentando o cenário político de Santa Catarina. Com a intenção de concorrer ao Senado, De Toni se viu sem espaço dentro da sigla, que priorizou a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (PL), que recentemente mudou seu domicílio eleitoral para o estado.
A decisão de De Toni foi comunicada ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após tentativas de convencê-la a disputar a reeleição à Câmara dos Deputados ou a integrar uma chapa como vice-governadora de Jorginho Mello (PL). Este movimento se deu em função de um acordo entre o PL e a federação União Progressista, que incluiu a pré-candidatura à reeleição do senador Esperidião Amin (PP).
O veto à candidatura de De Toni foi motivado pela necessidade do PL de acomodar a candidatura de Carlos Bolsonaro, que renunciou ao cargo de vereador no Rio de Janeiro e se mudou para Santa Catarina no final de 2025. A aliança entre o PL e o PP é crucial, já que o PP indicou que poderia se afastar do apoio a Mello se o PL isolasse Amin na corrida pelo Senado.
Diante deste cenário, De Toni começou a receber convites de outros partidos, incluindo Novo, Avante, Podemos, PRD, MDB e PSD, para disputar uma vaga ao Senado. A Gazeta do Povo tentou contato com a assessoria de imprensa de Valdemar Costa Neto, mas não obteve resposta oficial.
Aliada da família Bolsonaro, De Toni foi anfitriã de Carlos Bolsonaro em visitas aos municípios do Oeste catarinense no final de 2025. A possibilidade de uma dobradinha entre eles chegou a ser cogitada, mas a estratégia do PL priorizou a aliança com o PP para sustentar a reeleição de Jorginho Mello.
Em uma entrevista anterior, De Toni já havia manifestado sua intenção de ser pré-candidata ao Senado em 2026, afirmando seu compromisso com Santa Catarina e com os catarinenses, apesar da concorrência acirrada.
Opinião
A saída de Carol De Toni do PL e sua busca por uma nova sigla refletem as complexidades e tensões do cenário político em Santa Catarina, onde alianças e estratégias eleitorais estão em constante mudança.
