O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, anunciou que pretende recorrer da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou opcional a convocação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para depor na comissão. A decisão foi proferida pelo ministro André Mendonça, que argumentou que Vorcaro, por ser considerado investigado, tem o direito de não comparecer para não se incriminar.
Viana expressou sua surpresa com a decisão e criticou a possibilidade de que Vorcaro não seja obrigado a comparecer, afirmando que isso poderia ser visto como uma forma de blindagem contra as investigações da CPMI. “Hoje, nós teríamos que ter um esforço de todos os poderes, para que ele falasse. O que eu espero é que o STF colabore conosco, estamos aqui trabalhando pela população”, declarou.
Reunião com o Ministro
O presidente da CPMI informou que se reunirá com André Mendonça no dia 26 de fevereiro de 2026 para discutir a situação e apresentar outras pessoas e instituições que a comissão pretende ouvir. Viana também ressaltou que não tem intenção de gastar dinheiro público para ouvir Vorcaro, que não compareceu ao depoimento agendado para o dia 23 de fevereiro de 2026.
Depoimento por Videoconferência
Apesar da decisão do STF, a defesa de Vorcaro apresentou a possibilidade de ele ser ouvido por videoconferência. Viana, no entanto, enfatizou que a presença física do ex-banqueiro seria fundamental para as investigações.
Opinião
A situação envolvendo a CPMI do INSS e a convocação de Daniel Vorcaro levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade de figuras influentes em investigações parlamentares.
