A CPMI do INSS aprovou no dia 19 de março de 2026 convites para que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, prestem esclarecimentos sobre suas atuações em relação a instituições financeiras envolvidas em um esquema de fraudes bilionárias.
Os convites foram emitidos para que ambos expliquem as autorizações concedidas a bancos que estão sendo investigados por fraudes que podem ter causado prejuízos de até R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas entre os anos de 2019 e 2024.
Investigação do Banco Master
O Banco Master é um dos principais alvos da investigação, sendo suspeito de ter cometido fraudes na concessão de crédito consignado. O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), justificou a necessidade de ouvir os ex-presidentes do Banco Central, ressaltando que cabe à instituição cumprir as normas e legislações pertinentes.
Decisões do STF e desafios da CPMI
Entretanto, a CPMI enfrenta desafios significativos, já que decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) têm anulado requerimentos da comissão, incluindo a recente desobrigação da presença da presidente do banco Crefisa, Leila Pinheiro, que também é alvo de investigações.
A situação gerou críticas de Viana, que expressou sua insatisfação com as decisões que têm atrasado o trabalho da CPMI. Em meio a isso, o banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso na Penitenciária Federal de Brasília, é um dos principais envolvidos nas fraudes, e sua situação continua a ser monitorada.
Convocação de testemunhas
Além de Galípolo e Campos Neto, a CPMI também aprovou a convocação de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro, para que prestem esclarecimentos sobre suas relações com os envolvidos nas fraudes.
Opinião
A investigação das fraudes no sistema de crédito consignado é crucial para a proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas, e a convocação de figuras centrais como Galípolo e Campos Neto pode trazer esclarecimentos necessários.





