O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), fez um apelo ao ministro do STF, Dias Toffoli, para que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, seja obrigado a prestar depoimento ao colegiado. O pedido foi realizado em coletiva de imprensa no dia 29 de janeiro de 2026, quando Viana afirmou que decisões judiciais têm blindado o empresário de prestar esclarecimentos sobre a concessão de empréstimos consignados a aposentados.
Apelo por esclarecimentos
Durante a coletiva, Viana declarou que Vorcaro deve explicar como obteve os contratos e a falta de comprovação da autorização dos aposentados para os descontos em folha. O senador enfatizou que a situação é preocupante, pois Vorcaro tem sido “surpreendentemente e estranhamente” protegido por decisões judiciais que garantem a ele um sigilo que, segundo Viana, não interessa ao Brasil.
Depoimentos agendados e planos da CPMI
As convocações de Vorcaro e do ex-presidente do BMG, Luiz Félix Cardamone Neto, foram anunciadas em 28 de janeiro. Cardamone já confirmou sua presença e seu depoimento está marcado para o dia 25 de fevereiro. Viana também informou que, na próxima semana, a CPMI pedirá a extensão dos trabalhos por pelo menos 60 dias, visando aprofundar a investigação.
Contratos e sigilos
Viana ressaltou que o Banco Master possui 250 mil contratos suspensos pelo INSS, totalizando R$ 303 milhões em contratos com o governo. Ele criticou a decisão de Toffoli, que determinou o sigilo elevado na tramitação dos autos e retirou da comissão os dados da quebra de sigilo de Vorcaro. O senador destacou que essa situação enfraquece a investigação e aumenta a desconfiança da sociedade.
Opinião
A situação envolvendo a CPMI do INSS e a blindagem de Daniel Vorcaro levanta questões importantes sobre a transparência e a responsabilidade no uso de recursos públicos, refletindo a necessidade de uma investigação minuciosa.
