O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que o depoimento de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi adiado para o dia 26 de fevereiro de 2026, após a defesa alegar problemas de saúde do empresário. A oitiva estava inicialmente marcada para o dia 5 de fevereiro de 2026.
Durante uma coletiva de imprensa, Viana havia mencionado que a oitiva ocorreria no dia 19, mas a data foi ajustada após a confirmação da agenda do colegiado. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, será ouvido na data que estava reservada para Vorcaro.
A defesa de Vorcaro garantiu que ele pretende comparecer de forma voluntária, sem recorrer a um habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Viana informou que conversou pessoalmente com o ministro Dias Toffoli, que concordou em liberar o deslocamento de Vorcaro de Belo Horizonte para Brasília, já que o empresário cumpre medidas cautelares.
Apesar do clima de cooperação, Viana afirmou que a comissão não hesitará em utilizar a condução coercitiva caso o acordo seja rompido. Toffoli também se comprometeu a liberar as informações das quebras de sigilos de Vorcaro assim que a Polícia Federal concluir a compilação dos dados, o que deve ocorrer em um prazo de duas a três semanas.
Além disso, Viana expressou insatisfação com a decisão do ministro André Mendonça, que manteve o caráter voluntário do depoimento do empresário Maurício Camisotti, considerado um nome fundamental para o esclarecimento do esquema. O senador destacou que a Advocacia do Senado buscará novos recursos jurídicos para garantir a presença obrigatória de Camisotti na comissão.
Opinião
A decisão de adiar o depoimento de Daniel Vorcaro levanta questões sobre a transparência e a agilidade das investigações na CPMI do INSS, especialmente em casos que envolvem figuras proeminentes como ele.
