O ex-ministro Carlos Marun, aliado de Michel Temer (MDB), anunciou que tentará convencê-lo a se candidatar à presidência da República nas eleições de outubro de 2026. A proposta visa quebrar a polarização entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), além de devolver o protagonismo ao centro político.
Marun, que integrou a chapa de Dilma Rousseff (PT) em 2014, acredita que a candidatura de Temer poderia unificar o MDB, atualmente dividido entre alas alinhadas ao lulismo e a Bolsonaro. Ele afirma que a situação política atual abre espaço para uma candidatura que se posicione fora dos extremos.
Insatisfação com o cenário eleitoral
O ex-ministro expressou sua insatisfação com o atual cenário eleitoral, afirmando que não deseja votar nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é considerado um pré-candidato da direita. Marun criticou a constante rotulação de “golpista” por parte de Lula, devido ao impeachment de Dilma, e também se mostrou desconfortável com a direita aliada a Bolsonaro.
Próximos passos
Carlos Marun revelou que conversará com Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, para discutir o projeto político em torno da candidatura de Temer. Ele acredita que, mesmo que a candidatura não resulte em vitória, ela cumpriria um papel importante no atual contexto político.
Opinião
A busca de Marun por apoio a Temer revela uma tentativa de reconfigurar o cenário político brasileiro, que continua marcado pela polarização. A proposta pode ser uma oportunidade para o MDB se reposicionar no debate eleitoral.
