A Capcom revelou, durante uma reunião com investidores em 23 de outubro, que é a favor do uso da inteligência artificial durante o desenvolvimento de seus jogos. Embora reconheçam os benefícios dessa tecnologia, a empresa impõe limites para que a IA não se torne o fio condutor de suas franquias aclamadas no futuro.
Em suas declarações, a Capcom afirmou: “Nossa companhia não implementará materiais gerados por IA em conteúdo de jogo. Porém, planejamos utilizá-la ativamente para aprimorar a eficiência e produtividade em todo o processo do desenvolvimento.” A empresa explora caminhos para usar a IA em várias áreas, como gráficos, som e programação.
Colaboração com Google Cloud
Além disso, a Capcom anunciou que, em 2025, trabalhará em conjunto com a Google Cloud para utilizar a IA no sistema criativo. A intenção é explorar a tecnologia em outros núcleos para reduzir o tempo de produção, que se torna cada vez mais longo na indústria de jogos.
Resistência do público e polêmicas
Entretanto, a indústria de jogos enfrenta uma grande resistência do público ao uso de IA, com diversas polêmicas surgindo nos últimos meses. O estúdio Sandfall Interactive, responsável por Clair Obscur: Expedition 33, perdeu um prêmio por ter usado a ferramenta em uma etapa do seu desenvolvimento. A Pearl Abyss, que recentemente lançou Crimson Desert, pediu desculpas publicamente por ter utilizado a IA e por manter elementos gerados por ela na versão final do jogo.
Essas situações geraram um debate sobre a comunicação das companhias com os fãs, que deve ser mais aberta daqui em diante. A polêmica se intensifica ainda mais com o novo DLSS 5 da NVIDIA, que promete revitalizar jogos com um filtro criado por IA, gerando preocupações sobre a visão artística dos estúdios.
Posição da Capcom
A Capcom adota uma abordagem semelhante à da Take-Two Interactive, que também se posiciona contra o uso de IA para a criação de conteúdo em jogos. O CEO da Take-Two, Strauss Zelnick, já comentou sobre a análise de instâncias em que ferramentas de IA poderiam reduzir custos e aumentar a eficiência.
O temor do público é que a Capcom cometa os mesmos erros da Pearl Abyss e Sandfall Interactive, ao incluir elementos feitos por IA e não substituí-los na versão final. Se essa situação gera debates em franquias como Crimson Desert e Clair Obscur, a polêmica seria ainda maior se ocorresse em títulos de peso como Resident Evil, Mega Man, Street Fighter, Devil May Cry e Monster Hunter.
Opinião
A decisão da Capcom de usar a IA com limites é um passo prudente, considerando a resistência do público e as polêmicas recentes na indústria.





