Nos últimos dois meses, Campo Grande registrou 17 mortes por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Isso representa uma morte a cada quatro dias na Capital. Apesar da gravidade, esse número é inferior ao que foi registrado no mesmo período em 2025, onde 24 mortes ocorreram.
Entre as vítimas, 15 mortes foram por SRAG não especificada, uma por Covid-19, e a última ainda aguarda confirmação. A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, destacou que a preocupação é constante e que medidas estão sendo adotadas para enfrentar a situação. “Estamos realizando curso de capacitação sobre manejo clínico das doenças respiratórias para os profissionais de saúde”, afirmou Lahdo.
Dados alarmantes em Mato Grosso do Sul
Até o dia 21 de fevereiro, o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontou 51 mortes por SRAG em todo o Mato Grosso do Sul. Em comparação, no mesmo período do ano anterior, foram 38 mortes. Os casos notificados de SRAG também mostram um aumento, com 494 casos até agora, em comparação aos 482 casos do ano passado.
Perfil das vítimas e circulação de vírus
O perfil das vítimas revela que 22,67% dos casos são de crianças de 1 a 9 anos, enquanto 25,5% das mortes ocorreram entre idosos acima de 80 anos. A maioria das vítimas eram homens, representando 56% do total. O rinovírus foi o vírus mais detectado, responsável por 35,1% dos casos de doenças respiratórias, seguido pelo influenza A (H3N2), com 24,3%.
Além disso, a Covid-19 aparece em terceiro lugar, com 16,2% dos casos notificados. As vacinas contra a Covid-19 e a influenza estão disponíveis nos postos de saúde, e a prevenção é recomendada, incluindo o uso de máscara em caso de sintomas.
Opinião
A situação em Campo Grande exige atenção redobrada e ações efetivas para proteger a população das doenças respiratórias, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.





