Entidades que representam os caminhoneiros de todo o Brasil se reúnem hoje, 18 de março de 2026, às 15h, em Santos (SP), para decidir sobre a adesão a uma greve nacional. O movimento é um protesto contra o aumento nos custos enfrentados pela categoria devido à alta dos combustíveis.
No dia 16 de março, uma assembleia aprovou o início do movimento grevista, com a participação de entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam). O presidente da Abrava, Wallace Landim, afirmou que a maioria da categoria decidiu cruzar os braços, devido às condições insustentáveis de trabalho.
Os preços do diesel têm aumentado, acompanhando a cotação do barril de petróleo, especialmente após a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que culminou no fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota de escoamento de petróleo. Landim destacou que muitas empresas transportadoras não estão respeitando o valor mínimo do frete, o que agrava a situação dos caminhoneiros autônomos.
Representantes de vários estados, incluindo São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Goiás, já se mostraram favoráveis à greve. O governo federal, por sua vez, estuda medidas para evitar a paralisação, com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, programando uma coletiva para anunciar ações que visam intensificar a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do frete.
A situação é crítica, e o governo tenta evitar um cenário de greve que poderia paralisar o transporte em todo o Brasil, afetando a logística e a economia do país.
Opinião
A decisão dos caminhoneiros pode ter consequências significativas para a economia nacional, e é crucial que o governo encontre soluções que atendam às necessidades da categoria sem comprometer a logística do país.





