Internacional

Caminhoneiros da Bósnia e Montenegro bloqueiam fronteiras da UE e alertam sobre crise

Caminhoneiros da Bósnia e Montenegro bloqueiam fronteiras da UE e alertam sobre crise

Os protestos iniciados na última segunda-feira por caminhoneiros da Bósnia, Sérvia, Montenegro e Macedônia do Norte estão causando bloqueios em terminais de carga nas fronteiras com a União Europeia, levantando preocupações sobre uma possível escassez de combustível e prejuízos econômicos significativos.

Os caminhoneiros contestam as novas regras mais rígidas de entrada na UE, que incluem detenção e deportação para aqueles que excedem o limite de permanência no espaço Schengen. O bloqueio no porto adriático de Bar, principal ponto de entrada de combustíveis em Montenegro, foi destacado pelo Ministério da Energia do país, que alertou que a nação pode enfrentar falta de combustível devido a essas restrições.

Impacto econômico e perdas

Na Bósnia, as empresas já contabilizam perdas de cerca de 8 milhões de euros desde o início dos protestos, e as estimativas apontam que esse valor pode chegar a 22 milhões de euros se as manifestações persistirem por uma semana ou mais. A situação é agravada pela interrupção do transporte ao longo de um corredor rodoviário crucial que conecta a União Europeia à Turquia e ao Oriente Médio.

Demandas dos caminhoneiros

Os caminhoneiros exigem que a União Europeia cesse a discriminação contra os profissionais da Bósnia, afirmando que não são migrantes ou trabalhadores ilegais. Além disso, eles pedem reembolso de impostos sobre combustíveis, devolução do IVA e redução dos pedágios para caminhões. No último ano, mais de 100 caminhoneiros bósnios foram deportados por exceder o limite de permanência na UE, conforme relatado pela associação Logistika, que representa 47 mil trabalhadores do setor de transporte.

A polícia de Montenegro informou que os caminhoneiros têm autorização para protestar até meio-dia de quinta-feira, e integrantes da Logistika afirmaram que a mobilização pode se intensificar caso suas demandas não sejam atendidas.

Opinião

A situação dos caminhoneiros nos Bálcãs reflete um conflito crescente entre as novas regras da UE e as necessidades econômicas locais, exigindo atenção urgente das autoridades.