Política

Câmara dos Deputados avança com quebra de patente de remédios Mounjaro e Zepbound após alerta da Anvisa

Câmara dos Deputados avança com quebra de patente de remédios Mounjaro e Zepbound após alerta da Anvisa

A Câmara dos Deputados deve votar, após o carnaval, o projeto que quebra a patente dos remédios Mounjaro e Zepbound. A proposta, aprovada em regime de urgência, visa baratear o custo e combater o mercado ilegal de medicamentos. No entanto, essa movimentação ocorre em meio a um alerta da Anvisa sobre os graves riscos à saúde associados a esses remédios, incluindo a pancreatite.

Riscos à saúde e investigação da Anvisa

A Anvisa emitiu um alerta sobre o aumento de casos de pancreatite, uma inflamação grave do pâncreas, em usuários das canetas para emagrecer. Atualmente, a agência investiga mais de 200 casos de problemas no pâncreas e seis mortes relacionadas ao uso dos medicamentos. O órgão reforça que o uso deve ser feito apenas com prescrição médica.

Benefícios da quebra de patente

O objetivo da quebra de patente é permitir que laboratórios no Brasil produzam versões genéricas e mais baratas dos medicamentos, tornando o tratamento contra obesidade e diabetes mais acessível. A medida pode beneficiar laboratórios nacionais, como a EMS, que já inaugurou uma fábrica preparada para produzir substâncias utilizadas nesses tratamentos.

Tramitação acelerada e regras de uso

A proposta foi aprovada em regime de urgência, o que significa que não precisa passar por comissões temáticas e pode ser votada diretamente em plenário. O presidente da Câmara se comprometeu a pautar a votação logo após o carnaval. Apesar da quebra de patente, a venda dos medicamentos não será liberada sem receita médica, garantindo que o acompanhamento profissional durante o tratamento continue sendo obrigatório.

Opinião

A proposta de quebra de patente levanta questões importantes sobre o acesso a medicamentos, mas os riscos à saúde não podem ser ignorados. A responsabilidade no uso deve ser sempre priorizada.