O Banco de Brasília (BRB) entregou, em 06 de fevereiro de 2026, um plano de recuperação de capital ao Banco Central (BC). O presidente do BRB, Nelson de Souza, destacou que os “eventuais valores” necessários para a recuperação só serão definidos após investigações em andamento.
O plano surge em meio a um cenário complicado, onde o BRB pode precisar de um aporte do Governo do Distrito Federal (GDF) devido a prejuízos relacionados ao Banco Master. Este banco foi liquidado após um aporte bilionário em títulos sem lastro, resultando em uma venda de carteiras de crédito sem lastro que totalizou R$ 12,2 bilhões.
Inquérito da Polícia Federal
A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a gestão fraudulenta que envolveu o BRB e o Banco Master, a partir da Operação Compliance Zero. O banqueiro Daniel Vorcardo, proprietário do banco liquidado, foi preso durante a operação. O BRB, por sua vez, informou que encontrou “achados relevantes” em uma auditoria independente e decidiu colaborar com as investigações.
O plano de recuperação inclui um conjunto de ações que deverão ser implementadas em até 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro do GDF. O Secretário de Economia do DF, Daniel Izaias, participou da entrega do plano e reafirmou o compromisso do governo em garantir a operacionalidade da instituição.
Opinião
A situação do BRB reflete a fragilidade do sistema financeiro e a necessidade urgente de medidas eficazes para restaurar a confiança dos investidores e a saúde econômica da instituição.
