O Banco de Brasília (BRB) precisará de socorro do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) após a descoberta de uma fraude envolvendo a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, que totaliza R$ 12,2 bilhões. O novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, garantiu que a instituição não vai quebrar, não sofrerá intervenção e nem será liquidada pelo Banco Central.
A fraude foi revelada no ano passado e resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, além de expor uma complexa rede de operações que envolve os irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Folha de S. Paulo, Souza afirmou que o governo do Distrito Federal fará os aportes necessários e que o BRB está em busca de um empréstimo emergencial com o FGC para cumprir exigências regulatórias.
Empréstimo e Garantias
Para atender à determinação do Banco Central, o BRB precisa provisionar entre R$ 2,6 bilhões para cobrir as perdas causadas pela compra das carteiras fraudulentas. Souza destacou que o BRB é associado do FGC e que a instituição se tornará a primeira opção para bancos que necessitam de capital, devido às suas taxas de juros mais baixas e prazos mais longos.
O governo do Distrito Federal, controlador do BRB, terá que apresentar garantias ao FGC, como ações de empresas estatais, para viabilizar o empréstimo. A expectativa é que essa operação seja concluída ainda no primeiro trimestre de 2026, permitindo que o banco cumpra os prazos regulatórios.
Prejuízos e Situação do BRB
As estimativas iniciais para o prejuízo do BRB variam entre R$ 1,6 e R$ 2,2 bilhões, mas há analistas que acreditam que os valores podem ser ainda maiores. Na última segunda-feira, o banco divulgou uma nota à imprensa reafirmando sua suficiência patrimonial e que segue sólido, estável e operando normalmente, sem qualquer risco de intervenção.
O BRB também informou que as apurações do Banco Central e das auditorias independentes estão em andamento e que qualquer dado não oficial divulgado é meramente especulativo. A instituição ainda possui um plano para recomposição de capital e negou que aportes do governo possam afetar recursos destinados a políticas públicas. Além disso, o BRB estuda mecanismos para iniciar a venda dos ativos adquiridos do Banco Master.
Opinião
A situação do BRB destaca a importância de uma gestão transparente e responsável, especialmente em tempos de crise financeira.
