O Brasil e quase 100 países divulgaram um comunicado em 18 de outubro, condenando a expansão de Israel na Cisjordânia. A declaração ocorre após a aprovação, no dia 15 de outubro, da reabertura do registro de terras na região ocupada, permitindo que colonos israelenses adquiram terras definitivas.
A medida foi considerada pelos palestinos como uma “anexação de fato” e é vista como contrária ao direito internacional. No comunicado, os países afirmam que a decisão unilateral de Israel “viola o direito internacional” e minam os esforços em prol da paz e da estabilidade na região.
Reação da Autoridade Palestina
A presidência palestina condenou a ação de Israel, afirmando que trata-se do início de planos de anexação que visam consolidar a ocupação por meio de atividades de colonização ilegais. A Cisjordânia é uma das áreas reivindicadas pelos palestinos para a formação de um futuro Estado.
Defesa de Israel
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, defendeu a reabertura do registro de terras como uma medida de segurança vital. O gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou que a decisão é uma resposta adequada aos processos ilegais de registro de terras promovidos pela Autoridade Palestina, segundo informações da Agência Reuters.
Compromisso Internacional
Os países signatários do comunicado reafirmaram seu compromisso em adotar medidas com base no direito internacional e nas resoluções das Nações Unidas, buscando contribuir para o direito do povo palestino à autodeterminação e enfrentando a política ilegal de assentamentos na região.
Opinião
A situação na Cisjordânia continua a ser um ponto crítico para a paz na região, e as reações internacionais demonstram a complexidade do conflito entre Israel e Palestina.
