O Berenberg alertou que o conflito entre os Estados Unidos e o Irã pode pressionar ainda mais a inflação americana, que pode chegar a 4%. A alta nos preços do petróleo, que deve ficar entre US$ 65 e US$ 70 por barril, se soma aos efeitos das tarifas e ao novo estímulo fiscal denominado “One Big Beautiful Bill”.
Atakan Bakiskan, economista do banco para os Estados Unidos, destacou que a projeção de inflação está inclinada para cima e que o Federal Reserve (Fed) pode não realizar cortes de juros este ano. “Se a inflação se aproximar de 4% enquanto o crescimento permanecer resiliente, o Fed enfrentará um problema sério”, afirmou Bakiskan.
Expectativas e projeções do Berenberg
O Berenberg ainda projeta um corte de juros na reunião de junho de 2026 e uma inflação de 3% até o fim do ano. Bakiskan explicou que se o Fed hesitar em elevar as taxas enquanto a inflação e as expectativas inflacionárias sobem, a curva de juros provavelmente se inclinará. “Uma alta no petróleo faz mais do que apenas elevar os números da inflação cheia; ela corre o risco de elevar as expectativas de inflação das famílias no curto prazo”, afirmou.
Impacto do Estreito de Ormuz
O economista-chefe do Berenberg, Holger Schmieding, ressaltou que a principal questão para a economia global é se o Estreito de Ormuz, uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo, será fechado por um período prolongado. Se isso ocorrer, prejudicaria o crescimento global e elevaria a inflação mundial.
Schmieding acredita que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve evitar uma alta duradoura nos preços de energia que possa prejudicá-lo antes das eleições legislativas de meio de mandato em novembro. “Os eleitores americanos já o responsabilizavam pelos altos preços ao consumidor antes dos ataques contra o Irã”, disse Schmieding.
Opinião
A situação entre os Estados Unidos e o Irã continua a ser uma preocupação para a economia global, e as decisões do Fed nos próximos meses serão cruciais para controlar a inflação e os impactos no mercado de petróleo.






