O desfile da Acadêmicos de Niterói durante o Carnaval, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou reações negativas entre grupos evangélicos e católicos. A apresentação incluiu uma ala que retratava famílias em latas de conserva, com elementos religiosos, e gerou críticas de líderes conservadores.
Diante do desgaste político, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou ações para mitigar os impactos, focando no eleitorado evangélico, considerado estratégico para as eleições de 2026.
Benedita da Silva se posiciona
A deputada federal Benedita da Silva, evangélica, foi escolhida para abordar temas de fé e família em um vídeo divulgado pelo PT. Ela enfatizou que a religião não deve ser usada como ferramenta política e criticou o uso da Bíblia como um símbolo de disputa.
Benedita citou João 8:32, uma frase que foi popularizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, para reforçar sua mensagem: “A fé que eu aprendi no Evangelho não anda de mãos dadas com a mentira”. Ela também destacou iniciativas do governo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, além dos programas Luz do Povo e Gás do Povo.
Lula se defende das críticas
O presidente Lula, ao ser questionado sobre o desfile, afirmou que não participou das decisões artísticas, apenas aceitou a homenagem. Ele manifestou sua gratidão e planeja visitar a escola de samba para agradecer.
As declarações de Lula, no entanto, ampliaram a insatisfação entre setores evangélicos, que exigem uma posição mais clara do presidente sobre a ala controversa.
Reações e posicionamentos
O pastor Oliver Costa Goiano, do núcleo de evangélicos do PT, criticou a ala do desfile, mas minimizou seu impacto eleitoral, afirmando que o Carnaval não influencia o voto dos evangélicos.
Opinião
A situação revela a complexidade das relações entre política e religião no Brasil, especialmente em um ano eleitoral, onde cada gesto pode ser crucial para a construção de alianças.
