O CEO do Assaí Atacadista, Belmiro Gomes, afirmou que o regime de trabalho CLT no Brasil representa uma barreira ao setor produtivo. Em sua participação no evento Rumos 2026, promovido pelo Valor, Gomes destacou que as empresas enfrentam altos custos enquanto os empregados recebem pouco.
Ele observou que essa situação tem levado ao aumento do número de trabalhadores que optam por atuar em aplicativos como Uber e 99, ao invés de se vincular a empregos formais. “Temos uma discussão importante da jornada 6×1. Talvez não seja o melhor momento, mas é uma demanda da sociedade”, afirmou.
De acordo com Gomes, a taxa de desemprego está baixa, mas a produtividade continua insatisfatória. Ele ressaltou que o debate sobre a flexibilização da CLT deve ser priorizado em relação à redução da jornada de trabalho, já que a legislação atual está travando o setor empresarial.
“É muito para quem paga e pouco para quem recebe. Temos um paradoxo. De um lado, há pressão para reduzir a carga horária. Mas, por outro, parte do crescimento do trabalho nos últimos anos provém de pessoas que estão trabalhando 12 horas por dia em plataformas e que preferem essa carga para aumentar sua renda”, explicou.
Gomes acredita que a discussão sobre a CLT é crucial para encontrar maneiras de melhorar a remuneração dos trabalhadores, considerando a competição com as plataformas digitais. “Foi criado um problema de mão de obra”, concluiu.
Opinião
A fala de Belmiro Gomes reflete uma preocupação com a necessidade de modernização das leis trabalhistas, especialmente em um cenário de mudanças no mercado de trabalho.






