Política

Banco Master revela pagamentos milionários a políticos e gera polêmica

Banco Master revela pagamentos milionários a políticos e gera polêmica

Dados da Receita Federal indicam que o Banco Master declarou pagamentos milionários a escritórios de advocacia e empresas ligadas a figuras políticas. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo, com base em documentos enviados pelo Fisco à CPI do Crime Organizado.

A lista abrange diversos espectros políticos, incluindo nomes como Michel Temer (MDB), Antonio Rueda (União), ACM Neto (União) e os ex-ministros Guido Mantega (PT), Fabio Wajngarten e Henrique Meirelles.

Pagamentos Milionários

O banco controlado por Daniel Vorcaro declarou o pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de Michel Temer em 2025. O ex-presidente, no entanto, afirmou ter recebido R$ 7,5 milhões por serviços de mediação.

Além disso, Henrique Meirelles recebeu R$ 18,5 milhões entre 2024 e 2025, confirmando a prestação de consultoria macroeconômica, mas ressaltando que rescindiu o contrato em julho de 2025 por baixa demanda. Outros repasses incluem Guido Mantega, que recebeu R$ 14 milhões, e Antonio Rueda, que recebeu R$ 6,4 milhões via dois escritórios.

Outros Repasses e Controvérsias

ACM Neto recebeu R$ 5,45 milhões entre 2023 e 2025, enquanto Fabio Wajngarten teria recebido R$ 3,8 milhões por serviços de defesa de Vorcaro. O ex-ministro Jaques Wagner (PT-BA) negou pagamentos diretos do banco, afirmando que recebeu apenas rendimentos de aplicações financeiras.

Além disso, o Banco Master teria pago R$ 12 milhões à BN Financeira, de Bonnie Bonilha, nora do senador. A empresa afirmou que os serviços foram “regulares, contabilizados e declarados”.

Reações e Implicações

A situação gera questionamentos sobre a legalidade dos pagamentos e o caráter técnico dos serviços prestados. Antonio Rueda questionou o vazamento dos dados, enquanto a defesa de Daniel Vorcaro optou por não se manifestar sobre o tema. Vorcaro, que foi preso pela segunda vez, está em processo de delação premiada.

Opinião

Os pagamentos revelados pelo Banco Master levantam sérias questões sobre a relação entre o setor financeiro e a política, exigindo uma investigação aprofundada.