O Banco Master está no centro de uma investigação por fraude bilionária, envolvendo um projeto ambiental de créditos de carbono que teria inflado artificialmente o patrimônio de fundos associados à instituição. A apuração, publicada pela Folha de S. Paulo, revela que a família Vorcaro, controladora do banco, é uma das investidoras principais do esquema.
Investigação sobre créditos de carbono
Documentos analisados indicam que a estrutura do projeto, que abrange terras públicas na Amazônia, foi utilizada para gerar valores bilionários sem lastro real no mercado. A corretora Reag, que administrava fundos do Banco Master, foi liquidada pelo Banco Central recentemente e está sob suspeita de gerenciar aplicações ligadas ao crime organizado.
Valorização suspeita
Uma reavaliação de patrimônio em dois fundos sob gestão da Reag revelou uma valorização de R$ 45,5 bilhões, baseada na suposta geração de créditos de carbono em uma área pública da União, prática considerada irregular. Em agosto de 2022, a Alliance Participações, vinculada à família Vorcaro, firmou um contrato para explorar essas unidades de carbono, que foram posteriormente transformadas em cotas de fundos em 2023, totalizando 168,872 milhões de unidades.
Empresas envolvidas
Os créditos de carbono atribuídos à Alliance foram direcionados a empresas como Global Carbon e Golden Green, que inflaram seus patrimônios sem realizar vendas efetivas de créditos. A falta de certificação e a ausência de um mercado transparente para esses ativos levantam sérias questões sobre a validade das operações.
Defesa dos envolvidos
Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, membros da família Vorcaro, afirmaram que não participaram de operações ilícitas e que suas atividades seguem normas de governança. A comunicação do Banco Master reiterou que a instituição não está envolvida na gestão ou precificação dos fundos mencionados.
Opinião
A situação do Banco Master destaca a necessidade de maior transparência e fiscalização nos projetos de créditos de carbono, que podem ser explorados de maneira irregular, prejudicando tanto o mercado financeiro quanto o meio ambiente.





