O Banco Central notificou o Agibank sobre um grave incidente de segurança que resultou no vazamento de 5.290 chaves Pix. O alerta foi dado em 11 de fevereiro de 2026, na mesma semana em que o dono do banco, Marciano Testa, se tornou bilionário.
O Agibank abriu seu capital na Bolsa de Nova York (NYSE) no mesmo dia em que recebeu a notificação do Banco Central. A instituição, que é especializada em empréstimos pessoais para a baixa renda, captou US$ 240 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão) com a venda de 20 milhões de ações a US$ 12 cada. Com isso, sua avaliação chegou a US$ 1,9 bilhão (mais de R$ 11 bilhões).
O vazamento ocorreu entre 26 de dezembro e 30 de janeiro, devido a “falhas pontuais em sistemas” do Agibank. Os dados expostos incluem nome, CPF (com máscara), agência e número da conta, mas não informações sensíveis como senhas ou saldos financeiros. O Banco Central considerou o incidente de “baixo impacto potencial” e informou que os clientes afetados foram notificados exclusivamente através do aplicativo do banco.
O Agibank declarou que o incidente foi rapidamente identificado e corrigido, e que nenhuma consequência financeira foi registrada para os clientes até o momento. A instituição também afirmou ter adotado medidas técnicas adicionais para reforçar a segurança.
Opinião
O incidente ressalta a importância da segurança digital, especialmente em um momento de crescimento e visibilidade para o Agibank e seu proprietário, Marciano Testa.
