Economia

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno e expõe fraudes de Daniel Vorcaro

Banco Central decreta liquidação do Banco Pleno e expõe fraudes de Daniel Vorcaro

A liquidação do Banco Pleno decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira marca o fim de uma instituição com uma história que remonta a 1967. Fundado como corretora de valores pelo Comind, em parceria com Sérgio Barbosa, o Banco Pleno, que inicialmente era conhecido como Indusval, evoluiu ao longo das décadas, obtendo licença bancária em 1991.

O Indusval, que se destacou na Bolsa do Rio, cresceu e se fundiu com a corretora Baluarte, tornando-se uma das maiores instituições financeiras do Brasil. Após um período de crescimento nas décadas de 70 e 80, o banco enfrentou dificuldades financeiras a partir de 2004, quando se fundiu com o Multistock.

Em 2017, buscando sanar suas deficiências de capital, o banco vendeu 70% da corretora Guide para a chinesa Fosun. Contudo, a situação financeira continuou a se deteriorar, levando a novas tentativas de reestruturação, incluindo a venda da corretora e a mudança de nome para Voiter.

O banco foi vendido para Augusto Lima em fevereiro de 2024, mas a transação gerou estranheza no setor financeiro devido a indícios de fraudes no conglomerado de Daniel Vorcaro. O Banco Central já possuía informações sobre essas irregularidades, o que culminou na liquidação do Banco Pleno.

Além disso, a liquidação pode elevar a conta do FGC em até R$ 5,6 bilhões, refletindo as consequências financeiras da falência do banco. O caso do Banco Pleno não apenas encerra uma era, mas também levanta questões sobre a supervisão e a governança no setor bancário brasileiro.

Opinião

A liquidação do Banco Pleno é um alerta sobre a necessidade de maior fiscalização e transparência no sistema financeiro, para evitar que casos semelhantes se repitam no futuro.