O Banco Central, sob a presidência do economista Gabriel Galípolo, registrou um prejuízo de R$ 119,97 bilhões em 2025, impactado principalmente pela desvalorização do dólar, que afetou significativamente as aplicações da instituição.
Esse rombo foi totalmente coberto pela reserva de resultados do Banco Central, evitando um impacto direto nas contas públicas. As demonstrações financeiras foram aprovadas em 26 de fevereiro de 2026 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é composto pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e o próprio Gabriel Galípolo.
Desempenho Contraditório
O prejuízo expressivo de 2025 contrasta com o lucro de R$ 270,94 bilhões registrado em 2024, sob a gestão de Roberto Campos Neto. Naquele ano, R$ 242,79 bilhões foram destinados à reserva de resultados, enquanto R$ 28,16 bilhões foram transferidos ao Tesouro Nacional, reforçando o caixa do governo.
O resultado negativo de 2025 foi fortemente influenciado pela queda de 11,14% do dólar, em contraste com a valorização de 27,91% em 2024. Como a maioria dos ativos do Banco Central está em moeda estrangeira, essas variações impactam diretamente o resultado final.
Ativos Totais e Reservas
Os ativos totais do Banco Central somaram R$ 4,97 trilhões, sendo R$ 2,09 trilhões em moedas estrangeiras e R$ 2,88 trilhões em ativos domésticos. Mesmo após cobrir o prejuízo, a reserva de resultados ainda mantém um saldo de R$ 122,82 bilhões, servindo como um colchão financeiro para absorver eventuais perdas futuras.
Desde 2021, a apuração dos resultados do Banco Central passou a ser anual, com análise realizada em fevereiro pelo Conselho Monetário Nacional, buscando maior previsibilidade e transparência nas contas da autoridade monetária.
Opinião
O prejuízo do Banco Central sob a gestão de Gabriel Galípolo levanta questões sobre a eficácia das políticas monetárias em um cenário de volatilidade econômica.






