Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, da Artemis II, fizeram história ao sobrevoar a Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, alcançando distâncias nunca antes atingidas por humanos. Agora, a tripulação inicia sua jornada de volta ao nosso “Pálido Ponto Azul”, enfrentando desafios significativos pela frente.
Desafios da Reentrada
Quando estiverem a cerca de 160 km do término de sua missão, a equipe enfrentará um dos momentos mais críticos: a reentrada na atmosfera terrestre. A cápsula Orion estará a aproximadamente 120 km acima da Terra, viajando a impressionantes 38 mil km/h, uma velocidade que permitiria ir de Nova York a Tóquio em menos de 20 minutos.
Durante esse processo, a cápsula se transformará em uma verdadeira bola de fogo, proporcionando uma visão espetacular do plasma brilhante fora das janelas da Orion. Após essa fase, os astronautas devem enfrentar o que é conhecido como “oito minutos de terror”, quando perderão contato com o centro de controle enquanto a Orion mergulha na atmosfera em um ângulo mais raso do que na missão anterior, a Artemis I.
Retomada da Comunicação e Desaceleração
Felizmente, a comunicação deve ser restabelecida quando a cápsula estiver a cerca de 8 km acima do oceano Pacífico, desde que tudo ocorra conforme o planejado. Após essa fase, os paraquedas serão acionados para auxiliar na desaceleração da cápsula, que ainda estará se movendo a mais de 500 km/h.
O dia 10 de abril de 2026 marcará o fim da missão, com as equipes de recuperação e da Marinha norte-americana prontas para buscar a espaçonave no oceano e ajudar os astronautas a saírem. Esta etapa representa o encerramento de uma missão histórica, que é um passo significativo para a Artemis 4, a qual promete o tão aguardado pouso na superfície lunar.
Opinião
A missão Artemis II não apenas marca um avanço na exploração espacial, mas também destaca os desafios que os astronautas enfrentam em sua jornada de volta à Terra.





